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sexta-feira, 3 de junho de 2016

FEDERAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO NORTE (FEMURN) DIZ QUE: PREFEITURAS ESTÃO QUEBRADAS


Segundo o documento, 28 prefeituras potiguares estão com os salários dos servidores públicos atrasados; 71 prefeitos alegam falta de recursos para cumprir a lei do piso nacional do magistério; 93 prefeituras não conseguem pagar em dia os seus fornecedores; 74 gestores municipais admitem que faltam medicamentos e materiais básicos nas unidades de saúde.

Outros números são negativos como falta de recursos para manter o transporte escolar, a merenda escolar e até o simples fornecimento de energia elétrica. Muitas prefeituras, inclusive, funcionam só um expediente para contenção de despesas. A realidade é dura e reflete a crise que afeta o País.

As prefeituras de outros estados e regiões vivem as mesmas dificuldades. O problema é ainda maior nos municípios que dependem exclusivamente de repasses federais, notadamente aqueles de menor coeficiente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Diante do quadro de penúria, que é fato, espera-se o uso correto do dinheiro público. No entanto, com raríssimas exceções, observa-se o gasto dos recursos de forma desnecessária.

No Rio Grande do Norte, dezenas de pequenas prefeituras promoveram o carnaval em 2016, pagando atrações e estruturas com dinheiro que deveria amenizar a situação de áreas vitais como saúde e social.

Os (maus) exemplos foram verificados em todas as regiões do Estado, inclusive, em cidadezinhas onde os prefeitos costumam reclamar da crise. Mossoró, que não se encaixa no perfil de cidade pobre, a crise se estabeleceu com força, sem encontrar resistência da gestão municipal.

O prefeito Silveira Júnior (PSD) chegou a esboçar alguma reação, como o cancelamento do carnaval para usar o dinheiro na compra de equipamentos para saúde, mas sem resultado concreto. Sequer comprou os aparelhos de raios-X prometidos, nem economizou outros gastos desnecessários.

Pelo contrário, o Mossoró Cidade Junina deste ano vai sair mais caro do que a edição de 2015 em mais de R$ 1 milhão.

A propaganda de fazer “o maior evento da história”, como propaga o Palácio da Resistência, não se sustenta na realidade da cidade, que está cheia de problemas na saúde, na educação, no sistema de limpeza pública e no transporte coletivo, sem obras, sem projetos e devendo a Deus e o mundo.

É o contraste da crise reclamada pelos gestores públicos e sentida pela população. É o flagrante da falta de responsabilidade com a coisa pública.



  Césarsantos