MÉDICO DIZ O QUE ACONTECE COM O CORPO DE QUEM COME MANTEIGA TODO DIA
Quando se fala o que foi consumido na primeira refeição do dia, logo vem à mente café, leite, tapioca, chá, frutas, ovos mexidos, entre outras opções. Um “acompanhamento” costuma ser esquecido da lista: a manteiga, por vezes, passada no pão francês ou no cuscuz. O médico Wandyk Allison esclarece o que acontece com o organismo de quem come esse laticínio todos os dias.
Conforme o pós-graduado em endocrinologia, metabologia e nutrição clínica, o alimento “não é um veneno”. “É basicamente gordura láctea concentrada”, classifica. O especialista emenda: “O problema não é a manteiga isolada — é quem come, quanto consome e em qual ambiente metabólico.”
Wandyk frisa que pessoas com resistência à insulina, inflamação crônica, obesidade visceral, colesterol ruim elevado e histórico cardiovascular devem ter cautela quanto ao consumo da manteiga: “O excesso de gordura saturada pode piorar o cenário”.
Já indivíduos metabolicamente saudáveis, ativos e com boa sensibilidade insulínica, o laticínio pode “fazer parte da dieta sem representar risco.”
O especialista em fisiologia pontua que a manteiga é rica em gordura saturada, colesterol, ácido butírico (butirato) e pequenas quantidades de vitaminas lipossolúveis A, D, E e K. O médico comenta sobre o que pode acontecer com o organismo de quem come o alimento diariamente.
“O que pode acontecer depende da dose e do terreno biológico”, endossa Wandyk Allison.
Segundo o médico, em excesso, o consumo de manteiga tende a elevar o colesterol LDL, também chamado de “ruim”; aumenta as partículas lipídicas em mais aterogênicas (densas); favorece inflamação, se houver resistência insulínica; e contribui para o balanço calórico positivo e ganho de peso visceral.
Já a ingestão de forma moderada, pode fornecer energia estável e contribuir para a saciedade. O pós-graduado em nutrição clínica ressalta que o butirato tende a gerar efeito benéfico sobre a saúde intestinal. “Não é a manteiga que define o destino metabólico. É o contexto inflamatório, hormonal e glicêmico da pessoa”, sustenta.
Questionado se a ingestão diária de manteiga pode desencadear condições prejudiciais à saúde, Wandyk esclarece: “Sim, principalmente em indivíduos com síndrome metabólica, diabetes tipo 2, dislipidemia e histórico de doença cardiovascular”. Ele explica que estudos mostraram que “dietas ricas em gorduras saturadas tendem a elevar os índices LDL e ApoB”, marcador diretamente relacionado ao risco de doenças no coração e vasos sanguíneos.
Com informações de Metrópoles
