DEMOLIÇÃO DO UBARAJÃO REVOLTA DESPORTISTAS: PREFEITURA CONTRATA EMPRESA POR R$ 225 MIL PARA DERRUBAR O ÚNICO ESTÁDIO DA SEDE DE GUAMARÉ
A decisão da Prefeitura de Guamaré de demolir o Estádio Municipal Ubarajão, localizado no conjunto Vila Maria, caiu como uma bomba entre desportistas e moradores da cidade. A medida foi oficializada na ultima quinta-feira (05), por meio de publicação no Diário Oficial dos Municípios (FEMURN), que confirma a contratação de uma empresa para executar a demolição do estádio, um dos mais tradicionais equipamentos esportivos da cidade.
A velha conhecida empresa Maria Eduarda Construções e Serviços EIRELI (CNPJ nº 24.839.909/0001-04) foi contratada pelo valor de R$ 225 mil, com prazo de execução de 90 dias, para colocar abaixo o palco histórico de jogos, campeonatos e encontros esportivos que marcaram gerações em Guamaré.
O motivo alegado pela gestão municipal é a construção da nova Escola Municipal Benvinda Nunes Teixeira no local onde hoje funciona o estádio. O problema, apontam desportistas e moradores, é que o Ubarajão é o único estádio existente na sede do município, tornando a decisão ainda mais controversa.
A revolta é ainda maior porque o próprio prefeito Hélio Willamy sempre se apresentou publicamente como um defensor do esporte. No entanto, para muitos moradores, a decisão revela exatamente o contrário: em vez de investir na recuperação do equipamento esportivo, a gestão decidiu destruí-lo.
Para os desportistas locais, a situação é paradoxal. O estádio figurou em diversos orçamentos municipais ao longo de mandatos ligados à atual gestão, com promessas recorrentes de recuperação e melhorias. Na prática, porém, nada foi feito para revitalizar o espaço. Agora, em vez de reforma ou modernização, surge um contrato milionário para a sua demolição.
A indignação aumenta diante de um questionamento simples que ecoa entre moradores: por que construir a escola justamente no local do estádio? Guamaré possui outros terrenos públicos onde a obra poderia ser erguida sem a necessidade de destruir um equipamento esportivo histórico. Caso isso ocorresse, não haveria demolição, e, consequentemente, não existiria o contrato de mais de 200 mil reais para derrubar o estádio.
Quem passa atualmente pela frente do Ubarajão observa sinais claros de abandono, fruto do descaso das gestões diretas e indiretas do Prefeito Hélio: embora a estrutura externa apresente-se deteriorada, o gramado é bem cuidado. Para muitos, o cenário revela uma estratégia conhecida, primeiro se abandona, depois se justifica a destruição.
A crítica que cresce na cidade é dura: após anos de abandono administrativo, o estádio que ainda servia, mesmo que parcialmente, à população, agora está com os dias contados. Com ele, desaparece também um espaço simbólico que por décadas foi palco de campeonatos, rivalidades esportivas e momentos de lazer para a juventude e os amantes do futebol local.
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