POLÍTICA FÁTIMA ALFINETA ALLYSON BEZERRA: “GOVERNO QUE NÃO TEM A POLÍCIA FEDERAL BATENDO NA PORTA”


A governadora Fátima Bezerra (PT) fez críticas à gestão do ex‑prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, atual pré‑candidato ao Governo do Estado, em razão das investigações que relacionam o nome dele à Operação Mederi, deflagrada em janeiro passado pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que apuram possíveis desvios de recursos na prefeitura de Mossoró e em outras cidades potiguares.

Nesta segunda‑feira (1º), durante entrevista à rádio 94 FM Natal, a chefe do Executivo potiguar comparou sua administração e a trajetória do pré‑candidato ao governo Cadu Xavier (PT), ex-secretário da Fazenda, com as recentes investigações de corrupção ocorridas na prefeitura de Mossoró. Durante a fala, ela alfinetou Allyson Bezerra ao dizer que, no governo dela, não houve operação da Polícia Federal na “porta” de secretários estaduais.

“Começando primeiro por um governo honesto. Um governo que não tem a Polícia Federal batendo na porta, que não tem secretários sendo acusados de desviar dinheiro na saúde ou de receber propina. Aliás, uma das qualidades extraordinárias, por exemplo, do Cadu Xavier é exatamente essa. Além de trabalhador e preparado, ele é honesto. E olhe que ele cuidou de uma pasta que é a de finanças e tributação desde o início. Graças a Deus, a Polícia Federal nunca bateu na porta da casa dele; ele nunca foi acusado de receber propina ou de realizar desvios na área da saúde”, disparou a governadora.

A Polícia Federal investiga o esquema de corrupção na saúde desde em 27 de janeiro. A ação apura desvios milionários que tinham como base a prefeitura de Mossoró e se espalharam por pelo menos outras cinco cidades do estado. A governadora ressaltou que Cadu Xavier nunca foi objeto de acusações de envolvimento em desvios de recursos da saúde ou recebeu visitas da Polícia Federal em sua casa.

O esquema funcionava por meio de fraudes com a distribuidora de medicamentos Dismed, e a PF aponta o ex-prefeito Allyson Bezerra como supostamente integrante da estrutura criminosa. Conforme as investigações da PF, o crime funcionava de forma simples: as prefeituras compravam os remédios, a empresa entregava apenas uma parte (ou enviava produtos com validade vencida) e o valor da diferença voltava para os envolvidos em forma de propina. Só nos contratos de Mossoró, a estimativa é que o esquema tenha rendido R$ 833 mil em dinheiro vivo para os operadores.