COMBUSTÍVEIS LULA ZERA IMPOSTOS DA GASOLINA; DESCONTO TRIBUTÁRIO CHEGA A QUASE R$ 1 POR LITRO
A 16 dias do segundo turno das eleições à Presidência, o governo anunciou ontem medidas adicionais para tentar frear os preços dos combustíveis no varejo. O pacote envolve a ampliação da desoneração para a gasolina e o etanol hidratado, além de nova subvenção ao diesel. As medidas terão validade de um mês, e seu impacto total no período é estimado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento em R$ 5,2 bilhões.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que há interlocução entre governo e Petrobras, como um player importante do mercado, mas que não se discutiu preços com a estatal. Disse ainda que não houve interferência do calendário eleitoral no anúncio, já que ontem vencia o decreto anterior de desoneração para a gasolina.
O governo teme que o impacto dos combustíveis nas bombas possa contaminar a inflação e, por tabela, influir no humor dos eleitores. Também ontem, o IBGE divulgou que o IPCA de setembro ficou em 0,82%, puxado pela alta na conta de luz; o resultado veio acima do previsto no mercado.
A subvenção para o preço dos combustíveis foi justificada pela escalada de preços do petróleo no mercado internacional, como resultado direto da guerra entre Estados Unidos e Irã (ontem, o barril do Brent, referência para o mercado brasileiro, fechou a US$ 104,72, alta de 0,42%). Mas o pacote de medidas que o governo tem anunciado nas últimas semanas também incluiu, por exemplo, reajuste 15% para os beneficiários do Bolsa Família e a promessa de distribuir, via SUS, canetas emagrecedoras.
Como parte do pacote anunciado ontem, o governo vai zerar os impostos federais (o PIS/Cofins e a Cide) sobre a gasolina (o equivalente a R$ 0,89 por litro do combustível), renovar o subsídio para o etanol que havia sido anunciado em setembro (R$ 0,19 por litro) e ampliar a subvenção à importação do óleo diesel (correspondente a R$ 1,40 por litro).
Segundo o governo, será mantida a premissa de "neutralidade fiscal": a ampliação das medidas vai continuar sendo bancada com os recursos extras que o País tem obtido com a exportação de petróleo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou em proteger o consumidor. "A situação do Brasil, comparativamente com o resto do mundo, porque o choque de preço acontece no mundo todo, segue sendo melhor", disse ele.
O secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, reforçou que a ampliação das subvenções aos combustíveis está aliada à garantia do abastecimento de óleo diesel. Segundo ele, o abastecimento em outubro está garantido, com uma oferta 6% superior à demanda do mercado.
Estadão Conteúdo
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que há interlocução entre governo e Petrobras, como um player importante do mercado, mas que não se discutiu preços com a estatal. Disse ainda que não houve interferência do calendário eleitoral no anúncio, já que ontem vencia o decreto anterior de desoneração para a gasolina.
O governo teme que o impacto dos combustíveis nas bombas possa contaminar a inflação e, por tabela, influir no humor dos eleitores. Também ontem, o IBGE divulgou que o IPCA de setembro ficou em 0,82%, puxado pela alta na conta de luz; o resultado veio acima do previsto no mercado.
A subvenção para o preço dos combustíveis foi justificada pela escalada de preços do petróleo no mercado internacional, como resultado direto da guerra entre Estados Unidos e Irã (ontem, o barril do Brent, referência para o mercado brasileiro, fechou a US$ 104,72, alta de 0,42%). Mas o pacote de medidas que o governo tem anunciado nas últimas semanas também incluiu, por exemplo, reajuste 15% para os beneficiários do Bolsa Família e a promessa de distribuir, via SUS, canetas emagrecedoras.
Como parte do pacote anunciado ontem, o governo vai zerar os impostos federais (o PIS/Cofins e a Cide) sobre a gasolina (o equivalente a R$ 0,89 por litro do combustível), renovar o subsídio para o etanol que havia sido anunciado em setembro (R$ 0,19 por litro) e ampliar a subvenção à importação do óleo diesel (correspondente a R$ 1,40 por litro).
Segundo o governo, será mantida a premissa de "neutralidade fiscal": a ampliação das medidas vai continuar sendo bancada com os recursos extras que o País tem obtido com a exportação de petróleo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, falou em proteger o consumidor. "A situação do Brasil, comparativamente com o resto do mundo, porque o choque de preço acontece no mundo todo, segue sendo melhor", disse ele.
O secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, reforçou que a ampliação das subvenções aos combustíveis está aliada à garantia do abastecimento de óleo diesel. Segundo ele, o abastecimento em outubro está garantido, com uma oferta 6% superior à demanda do mercado.
Estadão Conteúdo
