IGREJA REAGE À TENTATIVA DE HEGEMONIA POLITICA DE CARLA DICKSON NO RN

Nos bastidores da política do Rio Grande do Norte, cresce a tensão envolvendo a deputada federal Carla Dickson (União Brasil) e a vereadora Camila, da câmara municipal de Natal, pré-candidata a deputada estadual do União Brasil. Segundo interlocutores ligados ao meio político e ao segmento evangélico, Carla estaria insatisfeita com a postura de Camila por esta apoiar outros nomes da igreja para a disputa à Câmara Federal, contrariando o desejo de exclusividade da deputada.

Fontes relatam que Carla Dickson tem reagido com irritação ao perceber que parte do eleitorado evangélico passou a dialogar com outras lideranças políticas, rompendo a lógica de voto concentrado em um único nome. A avaliação nos bastidores é de que a deputada age como se tivesse hegemonia absoluta dentro das igrejas, o que, segundo lideranças do próprio segmento, não reflete mais a realidade.

Aliados de Camila afirmam que a rejeição ao nome de Carla Dickson vem crescendo, sobretudo quando ela reaparece publicamente ao lado do marido, o ex-deputado Albert Dickson. Ele já integrou a base da governadora Fátima Bezerra (PT) e, agora, tenta se reposicionar politicamente associado ao bolsonarismo, movimento que gera desconfiança entre eleitores mais atentos às contradições políticas.

Outro ponto que tem causado desconforto entre membros das igrejas é a forma como cargos e espaços políticos estariam sendo distribuídos. Críticas recorrentes apontam que as nomeações beneficiam, majoritariamente, a alta cúpula religiosa, filhos de pastores presidentes regionais ou parentes próximos, muitos deles com salários elevados, enquanto a base formada por fiéis que vivem com renda mínima continua sem retorno concreto.

A informação é do RN Noticia