GUERRA NO ORIENTE MÉDIO VAI ENGORDAR COFRES DE PREFEITURAS DO RN


As prefeituras do Rio Grande do Norte que mais dependem dos royalties de petróleo estão prestes a receber uma injeção bilionária nos seus cofres. A guerra no Oriente Médio disparou o preço do barril e pode aumentar em 40% a arrecadação desses municípios em 2026.


O cálculo é simples: se o barril se mantiver na casa dos US$ 90 – estava cotado a US$ 95 na sexta-feira (10) -, os recursos que chegam via royalties e participação especial vão crescer cerca de 40% comparado ao ano passado.
 
RN entre os maiores beneficiários

O Rio Grande do Norte, segundo maior produtor de petróleo terrestre do país, tem diversos municípios que dependem fortemente desses recursos. Cidades como Mossoró, Açu, Macau, Pendências , Areia Branca , Guamaré  e Alto do Rodrigues recebem milhões em royalties mensalmente.

Para se ter uma ideia do impacto, no ano passado os royalties no Brasil cresceram 6,8% e alcançaram R$ 62 bilhões. Com a alta atual do petróleo, esse número pode saltar para mais de R$ 80 bilhões em 2026.
 
O maior aumento desde a guerra da Ucrânia

Se confirmado, será o maior incremento desde 2022, quando a guerra na Ucrânia fez os royalties crescerem 52%. Na época, várias prefeituras do RN viram seus orçamentos explodirem da noite para o dia.

Sem o conflito no Oriente Médio, os royalties cresceriam apenas 10% este ano. Mas a realidade geopolítica atual está criando uma verdadeira chuva de recursos para os municípios produtores.
 
Nem sempre mais dinheiro significa mais desenvolvimento

Especialistas alertam que o aumento dos royalties nem sempre se traduz em melhor qualidade de vida para a população. Muitos municípios brasileiros ricos em petróleo ainda enfrentam problemas básicos de infraestrutura, educação e saúde.

O desafio para as prefeituras potiguares será investir esses recursos extras de forma inteligente, preparando-se para quando os preços do petróleo voltarem a cair – como sempre acontece.

Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal ainda deve julgar uma lei sobre a divisão desses recursos, o que pode mudar todo o cenário de distribuição dos royalties entre estados e municípios.

Com informações de Estadão.