ALUÍZIO ALVES, FUNDADOR DA TRIBUNA DO NORTE E EX-GOVERNADOR, COMPLETARIA 105 ANOS NESTA TERÇA


O Rio Grande do Norte relembra, nesta terça-feira (11), os 105 anos de nascimento de Aluízio Alves, fundador da TRIBUNA DO NORTE e uma das figuras de maior influência na política e na comunicação potiguar. Jornalista, escritor, advogado, ex-governador, ex-deputado federal e ex-ministro, ele nasceu em Angicos, em 11 de agosto de 1921.

Filho de Manuel Alves Filho e Maria Fernandes Alves, Aluízio iniciou os estudos em Angicos e depois passou por Natal e Fortaleza. Ainda criança, demonstrou interesse pelo jornalismo. Aos 11 anos, durante as férias de fim de ano de 1932, criou em Angicos o jornal O Clarim, feito em uma máquina de escrever da casa comercial do pai.

A trajetória na imprensa ganhou projeção nacional em 1949, quando assumiu o cargo de redator-chefe da Tribuna da Imprensa, no Rio de Janeiro, jornal de propriedade de Carlos Lacerda. No ano seguinte, em 1950, fundou a TRIBUNA DO NORTE, veículo que se tornou uma das principais referências da imprensa potiguar.

Na política, Aluízio foi eleito deputado federal em 1945, aos 23 anos, tornando-se o mais jovem parlamentar da Assembleia Nacional Constituinte de 1946. Depois, foi eleito para outros mandatos na Câmara dos Deputados até vencer a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, em 1960.

A campanha ao Governo ficou marcada pelo uso de símbolos populares, como a camisa verde, lenços e galhos. Ele tomou posse em 1961 e, à frente do Estado, implantou ações consideradas estruturantes. Entre elas, estão a chegada da energia de Paulo Afonso ao Rio Grande do Norte, a criação da Cosern, da Telern, da Cohab e da Fundação José Augusto, além da construção da Cidade da Esperança.

A atuação de Aluízio também teve passagem pela área social. Antes de chegar à Câmara, foi diretor do Serviço de Reeducação e Assistência Social (Seras), no governo Rafael Fernandes, e executivo da Legião Brasileira de Assistência (LBA). Nesse período, esteve ligado à construção do Instituto Padre João Maria, do abrigo Juiz Melo Matos e do abrigo Juvino Barreto.

Em 1969, quando exercia o quinto mandato parlamentar, teve o mandato cassado pelo Ato Institucional nº 5. Mesmo afastado da vida pública formal, manteve influência política e ingressou no MDB em 1970. Retornou à disputa eleitoral em 1982 e voltou a exercer mandato de deputado federal em 1991.

Aluízio também foi ministro em dois governos. No governo José Sarney, ocupou o Ministério da Administração. No governo Itamar Franco, assumiu o então Ministério do Interior. Também teve atuação na defesa de projetos voltados ao desenvolvimento do Nordeste, tema presente em livros e discursos ao longo da vida pública.

Como escritor, publicou obras como “A Paróquia de São José de Angicos”, “Angicos”, “A previdência social no Brasil”, “Nordeste: problemas de recuperação”, “Sem ódio e sem medo”, “A verdade que não é secreta” e “Lutar pelos pobres”.

Aluízio Alves morreu em 6 de maio de 2006, aos 84 anos, vítima de uma isquemia cerebral. Vinte anos depois de sua morte, sua trajetória permanece associada à história política, administrativa e jornalística do Rio Grande do Norte.
 
TRIBUNA DO NORTE