CARNAVAL DE MACAU 2026 AFUNDA EM FRACASSO DE PÚBLICO, INVESTIMENTO E ORGANIZAÇÃO
O Carnaval de Macau 2026 escancarou aquilo que há anos vem sendo denunciado por foliões, comerciantes e pela própria população: o que já foi considerado o maior Carnaval do Rio Grande do Norte hoje vive um dos seus momentos mais constrangedores.
A festa que transformava a cidade no principal polo turístico do estado durante o reinado de Momo decepcionou mais uma vez. Faltou público, faltou organização, faltou investimento — e, principalmente, faltou planejamento.
A Prefeitura optou por investir mais em estrutura do que em atrações. Não houve nomes de peso capazes de atrair multidões. Para agravar a situação, sequer foi divulgada uma programação oficial clara, deixando moradores e turistas sem informação sobre horários e atrações. Como se não bastasse, a gestão decidiu não contratar Trio Elétrico, elemento tradicional que sempre foi símbolo da grandiosidade do Carnaval macauense.
O resultado foi visível nas ruas: espaços vazios, comércio fraco e um sentimento coletivo de frustração.
Uma decadência que já dura uma década
Há pelo menos dez anos o Carnaval de Macau vem enfrentando um processo de degradação. Desde 2016, a festa perdeu força gradativamente, ano após ano, reflexo direto da falta de investimento consistente do poder público. O que antes era sinônimo de grandiosidade, hoje é marcado por improviso e retração.
A cada edição, a sensação é a mesma: menos público, menos turistas, menos impacto econômico. O que antes enchia hotéis, pousadas, bares e restaurantes, hoje gera prejuízos. Comerciantes que apostam no período para reforçar o faturamento acumulam perdas, estocam mercadorias que não vendem e veem o movimento diminuir drasticamente.
Blocos resistem como último suspiro
Se ainda há algum brilho no Carnaval de Macau, ele sobrevive graças aos blocos tradicionais que resistem bravamente. Bloco Toró Toró, Bloco Agora Deu, Bloco Caça Cabaço e Bloco Depois Eu Digo ainda tentam manter viva a chama da tradição, mesmo enfrentando dificuldades para colocar seus foliões na avenida.
São esses blocos que seguram, com esforço e paixão, o que restou da identidade carnavalesca da cidade. Sem eles, o cenário seria ainda mais desolador.
Se ainda há algum brilho no Carnaval de Macau, ele sobrevive graças aos blocos tradicionais que resistem bravamente. Bloco Toró Toró, Bloco Agora Deu, Bloco Caça Cabaço e Bloco Depois Eu Digo ainda tentam manter viva a chama da tradição, mesmo enfrentando dificuldades para colocar seus foliões na avenida.
São esses blocos que seguram, com esforço e paixão, o que restou da identidade carnavalesca da cidade. Sem eles, o cenário seria ainda mais desolador.
Um futuro incerto
Se não houver planejamento sério, diálogo com os setores envolvidos e investimento compatível com a importância histórica da festa, o Carnaval de Macau corre o risco de se tornar apenas uma lembrança distante — uma nostalgia amarga de um tempo em que a cidade era referência estadual e atraía milhares de foliões.
O que já foi orgulho hoje é motivo de vergonha. E a pergunta que ecoa nas ruas é simples: até quando?
Se não houver planejamento sério, diálogo com os setores envolvidos e investimento compatível com a importância histórica da festa, o Carnaval de Macau corre o risco de se tornar apenas uma lembrança distante — uma nostalgia amarga de um tempo em que a cidade era referência estadual e atraía milhares de foliões.
O que já foi orgulho hoje é motivo de vergonha. E a pergunta que ecoa nas ruas é simples: até quando?
A informação é do Portal Macauense
