GIVAGNO PATRESE DENUNCIA PRECARIEDADE DA LIMPEZA PÚBLICA E QUESTIONA CONTRATOS MILIONÁRIOS DA PREFEITURA DE MACAU


Durante a sessão ordinária desta terça-feira (09), na Câmara Municipal de Macau, o vereador Givagno Patrese (União Brasil) voltou a fazer duras críticas à gestão municipal em relação à limpeza pública da cidade. O parlamentar afirmou que o problema se arrasta há anos, apesar das sucessivas contratações e dispensas realizadas pela Prefeitura, sem que a população perceba melhorias efetivas nos serviços.

Segundo o vereador, diversas empresas já foram contratadas para atuar no setor, mas o resultado continua sendo o mesmo: ruas sujas, lixo acumulado e constantes reclamações dos moradores.

“Já falamos várias vezes sobre essa situação. Foram feitas diversas dispensas, contrataram várias empresas e até hoje não tivemos uma solução para o problema da limpeza pública”, declarou.
 
Contratação da D&J é alvo de questionamentos

Durante o pronunciamento, Givagno criticou a contratação da empresa D&J, responsável anteriormente pela coleta de lixo e que, segundo ele, também passou a executar os serviços de varrição das ruas.

Para o vereador, a ampliação do contrato não trouxe os resultados esperados pela população.

“Por último, contrataram a D&J, a mesma empresa que fazia a coleta. A coleta já não era boa, e acharam de contratar a empresa para fazer também a varrição das ruas. Está aí o resultado”, afirmou.

O parlamentar citou valores que, segundo ele, ultrapassam R$ 1,68 milhão, sem que os serviços estejam sendo executados de forma satisfatória.

“A gente vem batendo nessa tecla desde o início. Vários serviços são pagos e não estão sendo executados neste mandato. Venho denunciando isso e continua tudo do mesmo jeito”, criticou.
Contrato de quase R$ 800 mil e população sem respostas

De acordo com o vereador, somente os contratos relacionados à coleta de lixo e à varrição das vias públicas representam aproximadamente R$ 800 mil mensais para os cofres municipais.

Apesar do montante investido, Givagno afirmou que a população continua convivendo com um cenário de abandono.

“Quando é que esse serviço vai ser executado de forma coerente, para que a população veja de fato o serviço sendo prestado?”, questionou.

O parlamentar destacou ainda que as redes sociais foram tomadas por denúncias, fotografias e vídeos enviados por moradores mostrando a situação de diversas ruas da cidade.
 
Críticas a contratos cada vez maiores

Em um dos momentos mais contundentes de sua fala, o vereador questionou o crescimento dos contratos firmados pela administração municipal, alegando que os valores aumentam enquanto os serviços seguem sendo alvo de reclamações.

“Eles querem que a cidade fique cada vez mais suja e os contratos cada vez maiores. Não estão preocupados com os valores nem com a prestação dos serviços”, disparou.

Givagno também citou o contrato firmado com a Organização Social Bom Jesus, que, segundo ele, teria registrado um aumento expressivo em pouco mais de um ano.

“O contrato começou custando R$ 490 mil por mês e hoje custa quase R$ 1,5 milhão mensal. Em apenas um ano houve um aumento de cerca de 200%”, afirmou.
Vereador questiona destino dos recursos públicos

Ainda segundo o parlamentar, a entidade já possui aproximadamente R$ 10 milhões empenhados e teria recebido cerca de R$ 7,5 milhões somente neste ano.

Diante desses números, o vereador voltou a questionar a efetividade dos serviços prestados à população.


“Será que esse serviço está sendo executado? A população está sofrendo a cada dia e o que vemos são contratos cada vez maiores. Para onde está indo esse dinheiro? Porque o serviço não está sendo prestado”, indagou.
 
Reclamações sobre dificuldades de fiscalização

O vereador também afirmou enfrentar obstáculos para exercer sua função fiscalizadora. Segundo ele, um pedido de informação apresentado à administração municipal teria sido negado, dificultando o acesso a documentos relacionados aos contratos.

“Pedimos informações e nos foi negado. Por qual motivo, eu ainda não sei. Não se pode fiscalizar em Macau, mas os contratos são cada vez maiores”, declarou.
Cresce a pressão sobre a gestão municipal

As declarações de Givagno Patrese ampliam o debate sobre a aplicação dos recursos públicos destinados aos serviços urbanos em Macau. Ao relacionar contratos milionários à precariedade observada nas ruas da cidade, o vereador coloca em xeque a eficiência da gestão dos serviços terceirizados e reforça as cobranças por mais transparência, fiscalização e resultados concretos para a população.

Enquanto os contratos aumentam e os gastos públicos se acumulam, a principal reclamação dos moradores continua sendo a mesma: uma cidade marcada pelo lixo, pela falta de manutenção e pela sensação de que os recursos investidos não estão se refletindo na qualidade dos serviços prestados.

Portal Macauense