PORTO DO MANGUE JÁ ARRECADOU QUASE R$ 70 MILHÕES, MAS POPULAÇÃO ENFRENTA PROBLEMAS NA SAÚDE, EDUCAÇÃO, COMÉRCIO E PROBLEMAS COM SALÁRIOS DE SERVIDORES
A cidade de Porto do Mangue já arrecadou para os cofres públicos uma quantia significativa neste ano: quase R$ 70 milhões. Os números podem ser acompanhados por meio do Portal da Transparência e também pelo portal do Banco do Brasil, onde é possível verificar os recursos que entram no município.
De janeiro de 2025 até março deste ano, o município já se aproxima desse montante, demonstrando um volume expressivo de receitas.
Mesmo com essa arrecadação, Porto do Mangue vem enfrentando dificuldades em áreas importantes. Na educação, há reclamações sobre falta de infraestrutura e também problemas no campo pedagógico. Já na saúde, a população relata dificuldade para conseguir exames, consultas, cirurgias e até medicamentos.
Na área da assistência social, moradores apontam que a demanda é grande e que os serviços não conseguem atender como em anos anteriores, quando diversas ações sociais eram realizadas com mais frequência.
Outro ponto observado é que a gestão municipal tem divulgado obras do Governo do Estado e do Governo Federal, porém ainda sem anunciar obras executadas com recursos próprios do município.
Também chegaram relatos de servidores contratados informando problemas relacionados aos salários. Segundo informações recebidas, existem registros de atrasos salariais desde o ano passado, além de casos de trabalhadores que, em determinados períodos, chegaram a receber valores em torno de R$ 750.
Ainda de acordo com os relatos, os salários referentes ao mês que deveriam ser pagos no dia 10 acabaram sendo depositados apenas hoje, sexta-feira, dia 13. Alguns servidores afirmam que os pagamentos vieram sem valores de plantões, adicional noturno e insalubridade, direitos que fazem parte da remuneração de muitos profissionais, principalmente da área da saúde.
A situação também tem refletido no comércio local. Comerciantes relatam dificuldades e afirmam que o dinheiro tem circulado pouco na cidade. Alguns estabelecimentos tradicionais enfrentam dificuldades para manter as portas abertas, reflexo da escassez de recursos girando na economia local.
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