O QUE ACONTECE COM A SUA SAÚDE SE VOCÊ TOMAR UMA XÍCARA DE CAFÉ TODAS AS MANHÃS?
A xícara de café que abre o dia de milhões de brasileiros pode estar fazendo mais do que espantar o sono. Um conjunto robusto de pesquisas científicas, acumulado ao longo da última década, consolidou o que antes era suspeita: o consumo moderado de café — entre uma e cinco xícaras diárias — está associado a vida mais longa e menor incidência de doenças graves.
15% menos risco de morrer
A evidência mais expressiva vem de uma meta-análise que reuniu 40 estudos e cerca de 4 milhões de participantes. A conclusão: quem consome aproximadamente 3,5 xícaras por dia apresenta o menor risco de mortalidade por qualquer causa, com redução estimada em 15%. Não se trata de um estudo isolado ou de amostra pequena — é o tipo de volume de dados que permite à comunidade científica falar em associação consistente.
Coração protegido
Outra análise, desta vez com 36 estudos e quase 1,3 milhão de pessoas, identificou que a faixa de 3 a 5 xícaras diárias reduz o risco de doenças cardiovasculares. A proteção abrange tanto problemas coronarianos quanto acidentes vasculares cerebrais — as duas maiores causas de morte no mundo.
Outra análise, desta vez com 36 estudos e quase 1,3 milhão de pessoas, identificou que a faixa de 3 a 5 xícaras diárias reduz o risco de doenças cardiovasculares. A proteção abrange tanto problemas coronarianos quanto acidentes vasculares cerebrais — as duas maiores causas de morte no mundo.
Barreira contra Alzheimer e Parkinson
Os efeitos não se limitam ao corpo. Estudos de acompanhamento de longo prazo associam o consumo regular de café a menor risco de doenças neurodegenerativas, incluindo Alzheimer e Parkinson. Os mecanismos ainda são investigados, mas a cafeína e os compostos antioxidantes presentes na bebida são os principais candidatos a explicar o efeito protetor.
29% menos diabetes tipo 2
Consumidores habituais de café apresentam 29% menos probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 em comparação com quem não bebe. É uma redução significativa para uma doença que afeta mais de 500 milhões de pessoas no planeta e cuja prevalência só cresce.
Os efeitos não se limitam ao corpo. Estudos de acompanhamento de longo prazo associam o consumo regular de café a menor risco de doenças neurodegenerativas, incluindo Alzheimer e Parkinson. Os mecanismos ainda são investigados, mas a cafeína e os compostos antioxidantes presentes na bebida são os principais candidatos a explicar o efeito protetor.
29% menos diabetes tipo 2
Consumidores habituais de café apresentam 29% menos probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 em comparação com quem não bebe. É uma redução significativa para uma doença que afeta mais de 500 milhões de pessoas no planeta e cuja prevalência só cresce.
Café e câncer: absolvido
Em 2016, a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à OMS, encerrou uma controvérsia antiga ao concluir que o café não pode ser classificado como carcinogênico. Mais do que isso: estudos posteriores identificaram possível redução no risco de câncer de fígado e de câncer endometrial — este último com queda estimada de 13%, em relação dependente da dose.
O que explica tudo isso
O café contém mais de mil compostos bioativos. Entre eles, polifenóis e ácidos clorogênicos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. São essas substâncias — e não apenas a cafeína — que a ciência aponta como responsáveis pela cascata de benefícios.
O ponto de equilíbrio é claro: consumo moderado, sem exagero. Pessoas com sensibilidade à cafeína, gestantes e portadores de determinadas condições cardíacas devem consultar o médico antes de adotar qualquer rotina. Mas para a maioria da população, a ciência está dizendo o que o brasileiro já sabia por instinto: aquele cafezinho de todo dia faz bem.
Com informações do Globo
Em 2016, a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à OMS, encerrou uma controvérsia antiga ao concluir que o café não pode ser classificado como carcinogênico. Mais do que isso: estudos posteriores identificaram possível redução no risco de câncer de fígado e de câncer endometrial — este último com queda estimada de 13%, em relação dependente da dose.
O que explica tudo isso
O café contém mais de mil compostos bioativos. Entre eles, polifenóis e ácidos clorogênicos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. São essas substâncias — e não apenas a cafeína — que a ciência aponta como responsáveis pela cascata de benefícios.
O ponto de equilíbrio é claro: consumo moderado, sem exagero. Pessoas com sensibilidade à cafeína, gestantes e portadores de determinadas condições cardíacas devem consultar o médico antes de adotar qualquer rotina. Mas para a maioria da população, a ciência está dizendo o que o brasileiro já sabia por instinto: aquele cafezinho de todo dia faz bem.
Com informações do Globo
