PESQUISA DA UFRN INVESTIGA POTENCIAL DA SEMENTE DE TAMARINDO NO CONTROLE DA GLICOSE


Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande do Norte investigou o potencial de um composto extraído da semente de tamarindo para auxiliar no controle da glicose no sangue.

O estudo foi conduzido pela mestranda Larissa Souza, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Nutrição da universidade, sob orientação da professora Ana Heloneida de Araújo Morais e do professor Davi Serradella.

A pesquisa avaliou o inibidor de tripsina (TTI), substância encontrada na semente do tamarindo. Segundo os pesquisadores, o composto apresentou capacidade de reduzir a atividade da enzima α-amilase, responsável pela quebra de carboidratos em açúcares simples durante o processo digestivo.

De acordo com a professora Ana Heloneida, o trabalho faz parte de estudos voltados à análise de compostos bioativos de origem vegetal. “Esses resultados revelam o potencial funcional de compostos naturais aplicados à nutrição e à saúde”, afirmou.

Nos testes laboratoriais e nas simulações computacionais realizadas durante a pesquisa, os cientistas identificaram redução superior a 37% na atividade da enzima em contato com a substância analisada.

A etapa de simulação molecular contou com apoio do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NPAD) da UFRN, responsável pelo suporte computacional utilizado na avaliação das interações entre as moléculas.

Os pesquisadores ressaltaram que o estudo ainda está em fase experimental e não possui aplicação clínica nem produto desenvolvido a partir dos resultados obtidos até o momento.

As próximas etapas da pesquisa devem analisar aspectos relacionados à segurança, eficácia e possíveis aplicações futuras em alimentos funcionais e tecnologias voltadas à área da saúde.