WALTER ALVES SE ASSUSTA COM SITUAÇÃO FISCAL DO RN E COGITA NÃO ASSUMIR GESTÃO EM 2026
O vice-governador Walter Alves (MDB) está cada vez mais preocupado com a situação financeira do Governo do Rio Grande do Norte. O rombo é bilionário, a conta vai chegar, e ninguém quer ser o responsável por estourar a bomba.
Segundo aliados próximos, Walter cogita seriamente não assumir o governo em abril de 2026, quando Fátima Bezerra planeja deixar o cargo para tentar uma cadeira no Senado. A possibilidade, inicialmente sussurrada, já virou tema de debate dentro do grupo político do vice.
Walter teme carregar o peso de uma crise fiscal capaz de arranhar o legado da família. Filho do ex-governador Garibaldi Alves, lembrado como um dos gestores mais eficientes da história potiguar, ele sabe que assumir um Estado quebrado pode ser um presente de grego.
Seria herdar um mandato tampão sem margem de manobra, com dívidas acumuladas e a perspectiva de desgaste inevitável. Walter não quer que o problema estoure nas mãos dele.
A repercussão dessa hesitação vai muito além de uma escolha pessoal. Se Walter decidir não assumir o comando, todo o plano político de Fátima Bezerra desmorona. Para concorrer ao Senado, ela é obrigada a renunciar até abril de 2026. Mas, sem o vice disposto a pegar o bastão, a governadora não terá saída: terá de concluir o mandato até 31 de dezembro de 2026.
Segundo aliados próximos, Walter cogita seriamente não assumir o governo em abril de 2026, quando Fátima Bezerra planeja deixar o cargo para tentar uma cadeira no Senado. A possibilidade, inicialmente sussurrada, já virou tema de debate dentro do grupo político do vice.
Walter teme carregar o peso de uma crise fiscal capaz de arranhar o legado da família. Filho do ex-governador Garibaldi Alves, lembrado como um dos gestores mais eficientes da história potiguar, ele sabe que assumir um Estado quebrado pode ser um presente de grego.
Seria herdar um mandato tampão sem margem de manobra, com dívidas acumuladas e a perspectiva de desgaste inevitável. Walter não quer que o problema estoure nas mãos dele.
A repercussão dessa hesitação vai muito além de uma escolha pessoal. Se Walter decidir não assumir o comando, todo o plano político de Fátima Bezerra desmorona. Para concorrer ao Senado, ela é obrigada a renunciar até abril de 2026. Mas, sem o vice disposto a pegar o bastão, a governadora não terá saída: terá de concluir o mandato até 31 de dezembro de 2026.
Ismael Sousa
