SUS COMEÇA A OFERECER NOVOS MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DE CÂNCER

O Ministério da Saúde começou a disponibilizar, nesta terça-feira (20), nove novos medicamentos de alta tecnologia para o tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Os remédios são indicados para 13 tipos de tratamento e devem beneficiar mais de 116 mil pacientes. Segundo a pasta, a medida é a maior ampliação já realizada na oferta de medicamentos oncológicos na rede pública.

Nesta primeira etapa, os medicamentos serão distribuídos em 20 centros de tratamento de diferentes regiões do país. A previsão é ampliar a oferta para todas as unidades até o fim do ano. O investimento anual na aquisição dos nove medicamentos será de R$ 155,4 milhões.

Os fármacos são destinados ao tratamento de cânceres de mama, estômago, rim, próstata, pulmão e tireoide, além de tumores neuroendócrinos, leucemias e linfomas. Entre os medicamentos estão trastuzumabe, abemaciclibe, rituximabe e abiraterona.

A expectativa do Ministério da Saúde é disponibilizar 23 novos medicamentos oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as opções de tratamento no SUS. Para isso, o investimento previsto é de R$ 4 bilhões por ano, por meio de compras diretas, negociações para aquisição pelos estados e aumento dos repasses aos serviços de oncologia.
Rastreamento e novos procedimentos

O Ministério da Saúde também anunciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais para o rastreamento do câncer colorretal. Os exames serão destinados a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos e ajudarão a identificar quem precisa realizar colonoscopia para confirmar o diagnóstico.

Outra medida é a ampliação do rastreamento do câncer do colo do útero com o teste de DNA-HPV. O ministério também financiará exames complementares, com investimento anual de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil testes.

Além disso, o SUS passará a custear cirurgias videotorácicas oncológicas, utilizadas principalmente no tratamento do câncer de pulmão. A técnica minimamente invasiva pode reduzir o tempo de internação e as complicações após a cirurgia.
 
Investimentos em hospitais e tecnologia

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também assinou o compromisso para o próximo triênio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que prevê R$ 4 bilhões em investimentos nos próximos três anos.


Outra iniciativa anunciada é a implantação do primeiro hospital 100% inteligente do SUS, no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). O projeto prevê o uso de inteligência artificial e monitoramento remoto em tempo real nas unidades de terapia intensiva (UTIs).

A proposta também inclui a modernização dos laboratórios de anatomia patológica. Segundo o ministério, o telediagnóstico poderá reduzir de uma semana para 48 horas o prazo de entrega dos laudos de biópsias.