QUEM ACABOU O CARNAVAL DE MACAU


  A cidade de Macau viveu momentos de dúvidas e incertezas a respeito da realização de sua festa mais tradicional, o Carnaval. Tudo isso teve origem na corrupção que enlameou o nome de nossa cidade e fez com que o Ministério Público estivesse sempre a postos para investigar qualquer centavo que saísse dos cofres municipais, cumprindo corretamente seu papel.
 
Há alguns dias, escrevi que havia uma farsa financeira para justificar a não realização do Carnaval pela Prefeitura de Macau. Essa farsa ficou ainda mais comprovada pela recomendação do Ministério Público, que usou informações prestadas pelo prefeito em exercício, Einstein Barbosa, para justificar o não investimento público no Carnaval. De acordo com os promotores, o prefeito informou ao MP que há um déficit mensal de R$ 2 milhões. Naturalmente, diante da informação que haveria um rombo financeiro como esse, seria inadmissível concordar com a realização de qualquer festa.
 
Porém, não há esse déficit mensal. Existem débitos. É bem diferente débito de déficit. Débito é uma dívida contraída pela administração, que fica fixa e pode ser somada a outras dívidas. Déficit é a diferença entre receita e despesa. Ou seja: A receita da Prefeitura é de R$ 6 milhões por mês e o prefeito disse que a despesa mensal da Prefeitura era de R$ 8 milhões por mês. Faltou com a verdade para enganar o Ministério Público. Não há essa despesa mensal na Prefeitura de Macau, principalmente pelo fato de que o atual prefeito reduziu a folha do funcionalismo, não pagou aos fornecedores e nem aos servidores demitidos, contratados ou não. Portanto, digo e repito: Há dinheiro suficiente tanto para pagar a quem deve, quanto para bancar o Carnaval, que gera emprego, renda, movimenta a cidade e produz receita para o Município.
 
Diante desse quadro, os promotores recomendaram a não realização de qualquer despesa. Se o prefeito quisesse fazer a coisa certa, sem superfaturamento ou falcatrua, teria sido transparente com o Ministério Público e justificaria a importância do carnaval e mostraria que é possível investir 10 vezes menos do valor  que faziam e realizar uma grande festa. Não fez. Tentou privatizar a festa mais popular da cidade e chegou a assumir na câmara que fraudou a licitação para atender a interesses particulares, o que gerou a  abertura de inquérito pelo MP para investigar esse caso.
 
Diante de toda essa atmosfera de desconfiança que paira sobre o poder público em Macau, e da omissão total do prefeito em viabilizar um investimento básico para a realização do carnaval, o Ministério Público recomendou a não realização da festa, decisão da qual discordo, mas os promotores ter as suas razões para tomar tal decisão.
 
Discordo da decisão por achar que o carnaval é um símbolo cultural da cidade de Macau, que tão bem recebe seus milhares de turistas no período momesco e movimenta a economia  da cidade, transformando alegria  de uns, em ganhos de boa parcela da população.
Não adianta buscar culpados que não tem culpa. Os fatos são claros infelizmente, o prefeito Einstein Barbosa vai entrar para história como o único  responsável pela derrocada do carnaval de Macau. Ele integrou as gestões dos carnavais superfaturados e agora falseia a verdade para enterra uma tradição da terra das salinas, gerando um prejuízo grande a quem organiza os Blocos, ao comércio e a toda a cidade de Macau.
 
Que Deus abençoe a todos.
 
Túlio Lemos