EDITORIAL: ÉTICA PÚBLICA COMO CRITÉRIO ELEITORAL
O calendário eleitoral impõe ao eleitor uma tarefa que vai além da comparação de propostas e discursos. Em um ambiente institucional que voltou a ser marcado pela recorrência de investigações, operações policiais e questionamentos sobre a gestão de recursos públicos, a avaliação da conduta de quem disputa o voto torna-se um elemento central do processo democrático. Nos últimos anos, multiplicaram-se episódios envolvendo suspeitas de irregularidades na administração pública. Operações policiais relacionadas ao uso de emendas parlamentares, apreensões de dinheiro em espécie e relações pouco transparentes entre agentes públicos e interesses privados deixaram de ser fatos isolados. Casos semelhantes surgem em diferentes estados e em diversos níveis de governo, indicando um padrão que merece atenção. O episódio recente envolvendo a gestão de Mossoró, assim como o caso do Banco Master, inserem-se nesse contexto, independente dos valores eventualmente envolvidos. As conclusões jurídicas cabem...