RIO GRANDE DO NORTE DEIXA DE REGISTRAR SECA GRAVE, APONTA ESTUDO
Devido às chuvas acima da média no primeiro semestre de 2026, o Rio Grande do Norte deixou de registrar seca grave, apontou o Monitor de Seca, que realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. O estudo que foi divulgado recentemente tem como referência os meses de abril e maio.
Segundo o Monitor de Secas, a área com seca diminuiu de 69% para 53% do Rio Grande do Norte no último balanço. É a menor área com seca desde os 34% verificados em março de 2025. O fenômeno se abrandou no RN entre abril e maio, pois a seca grave deixou de ser observada no período. É a condição mais branda no território potiguar desde março de 2025.
De acordo com o levantamento, houve a diminuição das áreas com seca moderada nas regiões Central e Oeste Potiguar. A seca fraca recuou na região Central, ampliando a área sem seca relativa. Em maio de 2026, 52,09% dos municípios apresentaram algum nível de seca. No período analisado não ocorreram registros de municípios nas classes de Seca Grave, Seca Extrema ou Seca Excepcional.
A categoria mais frequente foi Sem Seca Relativa, com 47,90% dos municípios. A classe de Seca Fraca alcançou 30,54% da área do estado. Já a Seca Moderada atingiu 21,56% dos municípios potiguares. O quadro apresentado para o mês de maio de 2026 indica um cenário de continuidade da melhora geral, motivado principalmente pelo desaparecimento da Seca Grave na região do Alto Oeste e a redução dos demais níveis de seca no restante do estado.
BRASIL
Segundo a última atualização, em termos de severidade da seca, além do Rio Grande do Norte, houve um abrandamento do fenômeno em outras oito unidades da Federação: Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
No sentido oposto, a seca se intensificou no mês passado em cinco estados: Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins. Em nove estados o fenômeno ficou estável em termos de severidade nesse período: Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Pernambuco e Sergipe. No último mês a seca voltou a ser verificada no Acre e em Mato Grosso, enquanto o Amapá e Roraima ficaram livres do fenômeno.
Duas unidades da Federação registraram seca em 100% do território em maio deste ano: Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 0,45% a 86%.
