CIDADES MENORES “FURAM A FILA” NO RANKING DAS QUE MAIS RECEBERAM EMENDAS PIX NO RN
A análise dos repasses federais para o Rio Grande do Norte entre 2020 e 2025 feita pelo Blog do Barreto revela uma face oculta do desenvolvimento regional: o dinheiro já não segue mais o mapa da necessidade, mas o mapa da lealdade. Ao subverter o ranking de repasses e privilegiar cidades como São Gonçalo do Amarante e Caicó em detrimento de municípios maiores, as Emendas Pix criaram uma nova moeda de troca que pode definir o destino das urnas.
A conclusão do levantamento é clara: o “Pix Parlamentar” não é apenas um recurso financeiro; é o combustível de uma máquina de reeleição e fortalecimento de grupos políticos que opera à margem do planejamento estatal.
Enquanto prefeitos de cidades como Parnamirim ou Macaíba precisam enfrentar meses de burocracia, licitações travadas na Caixa Econômica e exigências técnicas de ministérios para erguer uma escola ou pavimentar uma rua, o gestor beneficiado pelo Pix tem o dinheiro na conta de forma quase instantânea.
Como o Pix “Subverteu” a Lógica Financeira no RN:
Essa liquidez imediata gera um fenômeno de “hiper-realização”. O prefeito que recebe o Pix consegue entregar obras de curto prazo — como asfalto, reformas rápidas e eventos — no ano que antecede as eleições, criando uma percepção de eficiência que muitas vezes supera a de gestores que administram orçamentos maiores, porém travados pela burocracia federal.
A subversão do ranking populacional traz consigo uma conclusão alarmante para os órgãos de controle: a desarticulação do planejamento. No Rio Grande do Norte, o desenvolvimento deixou de ser um projeto de Estado para se tornar um projeto de mandato.Onde o recurso cai: Não é onde o índice de mortalidade infantil é maior ou onde o déficit habitacional aperta, mas onde o prefeito garantiu o apoio ao parlamentar para o próximo pleito.
O custo da agilidade: A rapidez do Pix “cega” o planejamento a longo prazo. Prefere-se o asfalto que aparece rápido ao hospital que leva quatro anos para ser construído.
Papel do TCE-RN
O “xeque-mate” nesta estrutura de poder será dado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN). Com a Resolução nº 034/2025, o Tribunal tenta restabelecer o equilíbrio. Se o Pix foi usado para “comprar” apoio político ou apenas para inflar gestões aliadas sem benefício real à população, as contas de 2026 trarão o veredito.
“A subversão do ranking financeiro criou prefeituras ricas em estados pobres. O desafio agora é saber se essa riqueza gerou cidadãos mais assistidos ou apenas prefeitos mais fortes politicamente”, afirma o relatório final do levantamento.
Ao fim deste ciclo, o eleitor potiguar depara-se com uma nova realidade: o seu município pode estar recebendo milhões de reais, mas a origem e o destino desse dinheiro estão, hoje, mais ligados a um aperto de mãos em Brasília do que a uma necessidade real no seu bairro.
A conclusão do levantamento é clara: o “Pix Parlamentar” não é apenas um recurso financeiro; é o combustível de uma máquina de reeleição e fortalecimento de grupos políticos que opera à margem do planejamento estatal.
Enquanto prefeitos de cidades como Parnamirim ou Macaíba precisam enfrentar meses de burocracia, licitações travadas na Caixa Econômica e exigências técnicas de ministérios para erguer uma escola ou pavimentar uma rua, o gestor beneficiado pelo Pix tem o dinheiro na conta de forma quase instantânea.
Como o Pix “Subverteu” a Lógica Financeira no RN:
Essa liquidez imediata gera um fenômeno de “hiper-realização”. O prefeito que recebe o Pix consegue entregar obras de curto prazo — como asfalto, reformas rápidas e eventos — no ano que antecede as eleições, criando uma percepção de eficiência que muitas vezes supera a de gestores que administram orçamentos maiores, porém travados pela burocracia federal.
A subversão do ranking populacional traz consigo uma conclusão alarmante para os órgãos de controle: a desarticulação do planejamento. No Rio Grande do Norte, o desenvolvimento deixou de ser um projeto de Estado para se tornar um projeto de mandato.Onde o recurso cai: Não é onde o índice de mortalidade infantil é maior ou onde o déficit habitacional aperta, mas onde o prefeito garantiu o apoio ao parlamentar para o próximo pleito.
O custo da agilidade: A rapidez do Pix “cega” o planejamento a longo prazo. Prefere-se o asfalto que aparece rápido ao hospital que leva quatro anos para ser construído.
Papel do TCE-RN
O “xeque-mate” nesta estrutura de poder será dado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN). Com a Resolução nº 034/2025, o Tribunal tenta restabelecer o equilíbrio. Se o Pix foi usado para “comprar” apoio político ou apenas para inflar gestões aliadas sem benefício real à população, as contas de 2026 trarão o veredito.
“A subversão do ranking financeiro criou prefeituras ricas em estados pobres. O desafio agora é saber se essa riqueza gerou cidadãos mais assistidos ou apenas prefeitos mais fortes politicamente”, afirma o relatório final do levantamento.
Ao fim deste ciclo, o eleitor potiguar depara-se com uma nova realidade: o seu município pode estar recebendo milhões de reais, mas a origem e o destino desse dinheiro estão, hoje, mais ligados a um aperto de mãos em Brasília do que a uma necessidade real no seu bairro.
A informação é do Blog do Barreto

