CRIANÇA É INTERNADA COM INFECÇÃO APÓS CONTATO COM DETERGENTE SUSPENSO PELA ANVISA, DIZ MÃE
Maria Clara, de 10 anos, está internada na UPA Pajuçara, na zona Norte de Natal, com quadro de infecção bacteriana generalizada. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, a mãe da criança, Tatiana Silva, diz que os sintomas começaram na última quarta-feira (6), após ela ter contato com o detergente Ypê com numeração final 1 no lote, segundo relatado pela família. A Secretaria de Saúde de Natal (SMS) afirmou que, até o momento, não há constatação de nenhuma ligação do caso com uso de detergente. A causa da infecção ainda é investigada.
Na última quinta-feira (7), a Anvisa determinou o recolhimento e suspendeu a comercialização de 24 produtos da Ypê, incluindo lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes, devido ao risco de contaminação por microrganismos.
De acordo com a última atualização da família, Maria Clara segue apresentando coceira, inchaço e retorno dos sintomas, mesmo após uso de antibiótico, corticoide e outros medicamentos. Segundo a mãe, a filha conseguiu uma transferência para o Hospital Infantil Varela Santiago, onde passará por uma investigação mais detalhada.
“Ela toma o medicamento, mas volta tudo de novo. Está com coceira, inchada, tomando antibiótico e bastante corticoide, mas não está adiantando. O que eu queria era só uma transferência para saber qual é essa bactéria e essa alergia que ela tem”, concluiu.
Após procurar atendimento médico em diversas unidades de saúde, a UPA Pajuçara foi onde Maria Clara conseguiu ficar internada. Depois de realizar os exames, segundo Tatiana, a médica informou que tentaria uma transferência para a criança. No entanto, de acordo com a mãe, a criança segue internada desde segunda-feira (11), sem que a transferência tenha sido realizada.
“Ela (a médica) disse que estava muito forte e que íamos tratar para ver se o medicamento combatia. Eu perguntei o que aconteceria se não combatesse, e ela disse que poderia dar infecção generalizada. Aí eu fiquei desesperada”, afirmou.
A SMS informou que todos os procedimentos relativos ao acolhimento dela na unidade estão sendo realizados pela equipe do local. Em relação a transferência para o hospital, a secretaria afirmou: "A pasta reforça que a usuária foi inserida no sistema de regulação, administrado pelo Governo do Estado, para a realização de exames com a intenção de avaliar melhor o seu quadro clínico.
Como tudo começou
Tatiana, mãe de Maria Clara, contou que, após receber o áudio do diretor da escola, o marido foi buscar a filha na unidade de ensino. Segundo ela, ao chegar em casa, a menina aparentava estar bem e ficou brincando normalmente. “Depois que ele mandou esse áudio, meu esposo foi buscar ela. Quando ela chegou em casa, ficou normal, brincando. Eram cerca de 8h40 quando ele avisou para irmos buscá-la”, relatou.
A mãe afirmou que a situação piorou pouco depois, no momento em que Maria Clara foi lavar as mãos antes do almoço. “Quando eu disse: ‘Clara, vá lavar as mãos para almoçar’, ela foi lavar. Depois que lavou as mãos, não demorou nem uma hora para ela ficar daquele jeito", afirmou Silva.
Segundo Tatiana, foi a partir desse momento que o quadro da filha se agravou. Ela informou que a família levou a criança imediatamente para atendimento médico. “Foi aí que tudo começou. Imediatamente fomos para a UPA com ela”, afirmou.
De acordo com a mãe, Maria Clara passou por diferentes unidades de saúde nos dias seguintes, incluindo a UPA Potengi, o Hospital Belarmina Monte, em São Gonçalo do Amarante, e a pediatria de São Gonçalo. Tatiana relatou que, nesses atendimentos, a filha recebia medicação, mas os sintomas retornavam depois.
“Nós demos entrada na UPA Potengi quatro vezes. Também fomos ao Hospital Belarmina Monte, em São Gonçalo, e à pediatria de São Gonçalo. Durante esses dias todos, ela tomava adrenalina e antialérgico, era mandada para casa e, quando passava o efeito, voltava tudo de novo”, contou.
Já na segunda-feira (11), Tatiana levou Maria Clara à UBS do Jardim Lola. No local, segundo ela, foi orientada a procurar outra unidade para a realização de novos exames. “Na segunda-feira, levei ela ao posto de saúde do Jardim Lola. A diretora pediu para que eu trouxesse ela para a UPA. Os exames já tinham sido feitos, e a médica tinha dito que estava tudo certo. Mas, no posto, pediram para eu trazer ela para a unidade daqui, e eu trouxe”, explicou.
Na UPA Pajuçara, a mãe relatou que, após novos exames, foi informada por uma médica de que os resultados indicavam alteração relacionada a bactérias. “Quando fizeram os exames, a médica daqui disse que os exames dela deram alteração nas bactérias”, afirmou.
Sobre o uso do detergente com final do lote 1, Tatiana contou que já havia sido alertada pela nora sobre notícias envolvendo detergente. Segundo ela, a familiar enviou reportagens sobre o assunto e chamou atenção para a possibilidade de relação com o produto usado em casa. “Minha nora tinha me avisado: ‘Tatiane, está saindo reportagem sobre isso’. Foi aí que eu já comecei a desconfiar do sabão”, disse.
A mãe também afirmou que, em uma das vezes em que Maria Clara passou mal, acionou o Samu. Ao mostrar o detergente à equipe, teria recebido orientação para retirar o produto de dentro de casa. “Quando ela passou mal, eu liguei para o Samu, e eles vieram com urgência. Quando chegaram, eu mostrei o detergente. Um deles disse para eu passar papel filme nele e tirar de dentro de casa”, relatou.
Tatiana disse que, ao procurar atendimento novamente, informou à médica que a filha havia tido contato com o produto. Segundo a mãe, a profissional considerou a possibilidade de o quadro estar relacionado ao detergente, mas, até o momento, não há nenhuma confirmação ou evidência que ligue o contato com o detergente a infecção bacteriana.
“Eu falei para a médica que ela tinha tido contato com o produto. Ela perguntou se eu estava com ele, e eu disse que sim. Ela falou: ‘Pode ser do sabão que tenha contaminado a mão dela, mas vamos tratar’. Depois disse que ela estava com uma bactéria e que passaria um antibiótico”, contou.
Tatiana disse que a médica informou que tentaria uma transferência para Maria Clara. No entanto, segundo a mãe, a criança segue internada desde segunda-feira, sem que a transferência tenha sido realizada.
Na última quinta-feira (7), a Anvisa determinou o recolhimento e suspendeu a comercialização de 24 produtos da Ypê, incluindo lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes, devido ao risco de contaminação por microrganismos.
De acordo com a última atualização da família, Maria Clara segue apresentando coceira, inchaço e retorno dos sintomas, mesmo após uso de antibiótico, corticoide e outros medicamentos. Segundo a mãe, a filha conseguiu uma transferência para o Hospital Infantil Varela Santiago, onde passará por uma investigação mais detalhada.
“Ela toma o medicamento, mas volta tudo de novo. Está com coceira, inchada, tomando antibiótico e bastante corticoide, mas não está adiantando. O que eu queria era só uma transferência para saber qual é essa bactéria e essa alergia que ela tem”, concluiu.
Após procurar atendimento médico em diversas unidades de saúde, a UPA Pajuçara foi onde Maria Clara conseguiu ficar internada. Depois de realizar os exames, segundo Tatiana, a médica informou que tentaria uma transferência para a criança. No entanto, de acordo com a mãe, a criança segue internada desde segunda-feira (11), sem que a transferência tenha sido realizada.
“Ela (a médica) disse que estava muito forte e que íamos tratar para ver se o medicamento combatia. Eu perguntei o que aconteceria se não combatesse, e ela disse que poderia dar infecção generalizada. Aí eu fiquei desesperada”, afirmou.
A SMS informou que todos os procedimentos relativos ao acolhimento dela na unidade estão sendo realizados pela equipe do local. Em relação a transferência para o hospital, a secretaria afirmou: "A pasta reforça que a usuária foi inserida no sistema de regulação, administrado pelo Governo do Estado, para a realização de exames com a intenção de avaliar melhor o seu quadro clínico.
Como tudo começou
Tatiana, mãe de Maria Clara, contou que, após receber o áudio do diretor da escola, o marido foi buscar a filha na unidade de ensino. Segundo ela, ao chegar em casa, a menina aparentava estar bem e ficou brincando normalmente. “Depois que ele mandou esse áudio, meu esposo foi buscar ela. Quando ela chegou em casa, ficou normal, brincando. Eram cerca de 8h40 quando ele avisou para irmos buscá-la”, relatou.
A mãe afirmou que a situação piorou pouco depois, no momento em que Maria Clara foi lavar as mãos antes do almoço. “Quando eu disse: ‘Clara, vá lavar as mãos para almoçar’, ela foi lavar. Depois que lavou as mãos, não demorou nem uma hora para ela ficar daquele jeito", afirmou Silva.
Segundo Tatiana, foi a partir desse momento que o quadro da filha se agravou. Ela informou que a família levou a criança imediatamente para atendimento médico. “Foi aí que tudo começou. Imediatamente fomos para a UPA com ela”, afirmou.
De acordo com a mãe, Maria Clara passou por diferentes unidades de saúde nos dias seguintes, incluindo a UPA Potengi, o Hospital Belarmina Monte, em São Gonçalo do Amarante, e a pediatria de São Gonçalo. Tatiana relatou que, nesses atendimentos, a filha recebia medicação, mas os sintomas retornavam depois.
“Nós demos entrada na UPA Potengi quatro vezes. Também fomos ao Hospital Belarmina Monte, em São Gonçalo, e à pediatria de São Gonçalo. Durante esses dias todos, ela tomava adrenalina e antialérgico, era mandada para casa e, quando passava o efeito, voltava tudo de novo”, contou.
Já na segunda-feira (11), Tatiana levou Maria Clara à UBS do Jardim Lola. No local, segundo ela, foi orientada a procurar outra unidade para a realização de novos exames. “Na segunda-feira, levei ela ao posto de saúde do Jardim Lola. A diretora pediu para que eu trouxesse ela para a UPA. Os exames já tinham sido feitos, e a médica tinha dito que estava tudo certo. Mas, no posto, pediram para eu trazer ela para a unidade daqui, e eu trouxe”, explicou.
Na UPA Pajuçara, a mãe relatou que, após novos exames, foi informada por uma médica de que os resultados indicavam alteração relacionada a bactérias. “Quando fizeram os exames, a médica daqui disse que os exames dela deram alteração nas bactérias”, afirmou.
Sobre o uso do detergente com final do lote 1, Tatiana contou que já havia sido alertada pela nora sobre notícias envolvendo detergente. Segundo ela, a familiar enviou reportagens sobre o assunto e chamou atenção para a possibilidade de relação com o produto usado em casa. “Minha nora tinha me avisado: ‘Tatiane, está saindo reportagem sobre isso’. Foi aí que eu já comecei a desconfiar do sabão”, disse.
A mãe também afirmou que, em uma das vezes em que Maria Clara passou mal, acionou o Samu. Ao mostrar o detergente à equipe, teria recebido orientação para retirar o produto de dentro de casa. “Quando ela passou mal, eu liguei para o Samu, e eles vieram com urgência. Quando chegaram, eu mostrei o detergente. Um deles disse para eu passar papel filme nele e tirar de dentro de casa”, relatou.
Tatiana disse que, ao procurar atendimento novamente, informou à médica que a filha havia tido contato com o produto. Segundo a mãe, a profissional considerou a possibilidade de o quadro estar relacionado ao detergente, mas, até o momento, não há nenhuma confirmação ou evidência que ligue o contato com o detergente a infecção bacteriana.
“Eu falei para a médica que ela tinha tido contato com o produto. Ela perguntou se eu estava com ele, e eu disse que sim. Ela falou: ‘Pode ser do sabão que tenha contaminado a mão dela, mas vamos tratar’. Depois disse que ela estava com uma bactéria e que passaria um antibiótico”, contou.
Tatiana disse que a médica informou que tentaria uma transferência para Maria Clara. No entanto, segundo a mãe, a criança segue internada desde segunda-feira, sem que a transferência tenha sido realizada.
