CENSO IDENTIFICA MAIS DE 37 MIL PESSOAS COM AUTISMO NO RN
Pela primeira vez, o Censo Demográfico incluiu perguntas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e revelou um retrato inédito da população autista no país. No Rio Grande do Norte, 37.625 pessoas declararam ter recebido diagnóstico de autismo por um profissional de saúde, o equivalente a cerca de 1,1% da população estadual. Em Natal, são 10.518 pessoas com TEA.
Os números colocam o estado abaixo da Paraíba, que registrou 46.560 pessoas diagnosticadas, mas seguem a tendência nacional observada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todo o Brasil, foram identificadas 2,4 milhões de pessoas com autismo, correspondendo a 1,2% da população.
Os dados reforçam um desafio que vem sendo apontado por famílias, profissionais de saúde e educadores: ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e garantir uma rede capaz de acompanhar a crescente demanda por atendimentos especializados.
O levantamento também mostra que o diagnóstico é mais frequente entre homens do que entre mulheres. Nacionalmente, a prevalência foi de 1,5% entre a população masculina e de 0,9% entre a feminina. As maiores taxas aparecem entre crianças, especialmente na faixa de 5 a 9 anos, em que 2,6% da população declarou possuir diagnóstico de TEA.
Segundo especialistas da área do neurodesenvolvimento, o aumento observado nos últimos anos não significa necessariamente que mais pessoas passaram a desenvolver autismo. A principal explicação está na ampliação do conhecimento sobre o transtorno, na evolução dos critérios diagnósticos e no maior acesso às avaliações especializadas:
“O avanço dos diagnósticos de autismo representa uma mudança importante na forma como a sociedade compreende o neurodesenvolvimento. Hoje temos mais informação, mais acesso à avaliação especializada e maior conscientização das famílias. O desafio agora é garantir que esse aumento da demanda seja acompanhado por estruturas de atendimento capazes de oferecer intervenções de qualidade e apoio contínuo às famílias”, afirma a CEO da Bem Criar, Joice Melo.
Outro fator apontado é a maior atenção dada aos sinais precoces. Alterações na comunicação, dificuldades de interação social, comportamentos repetitivos e questões sensoriais são hoje mais facilmente reconhecidos por famílias, professores e profissionais de saúde, favorecendo encaminhamentos para avaliação ainda nos primeiros anos de vida.
RN tem terceira menor população autista entre estados vizinhos
Com 37.625 pessoas diagnosticadas com TEA, o Rio Grande do Norte fica atrás do Ceará (126,6 mil) e da Paraíba (46,5 mil) em números absolutos. Os dados reforçam que, embora o estado tenha uma população menor, compartilha com os vizinhos o desafio de ampliar a rede de diagnóstico e acompanhamento especializado.
Como foi a primeira vez que o IBGE investigou o autismo em uma operação censitária, os números passam a servir como referência para o planejamento de serviços de saúde, educação inclusiva e assistência social em todo o país.
Os números colocam o estado abaixo da Paraíba, que registrou 46.560 pessoas diagnosticadas, mas seguem a tendência nacional observada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todo o Brasil, foram identificadas 2,4 milhões de pessoas com autismo, correspondendo a 1,2% da população.
Os dados reforçam um desafio que vem sendo apontado por famílias, profissionais de saúde e educadores: ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e garantir uma rede capaz de acompanhar a crescente demanda por atendimentos especializados.
O levantamento também mostra que o diagnóstico é mais frequente entre homens do que entre mulheres. Nacionalmente, a prevalência foi de 1,5% entre a população masculina e de 0,9% entre a feminina. As maiores taxas aparecem entre crianças, especialmente na faixa de 5 a 9 anos, em que 2,6% da população declarou possuir diagnóstico de TEA.
Segundo especialistas da área do neurodesenvolvimento, o aumento observado nos últimos anos não significa necessariamente que mais pessoas passaram a desenvolver autismo. A principal explicação está na ampliação do conhecimento sobre o transtorno, na evolução dos critérios diagnósticos e no maior acesso às avaliações especializadas:
“O avanço dos diagnósticos de autismo representa uma mudança importante na forma como a sociedade compreende o neurodesenvolvimento. Hoje temos mais informação, mais acesso à avaliação especializada e maior conscientização das famílias. O desafio agora é garantir que esse aumento da demanda seja acompanhado por estruturas de atendimento capazes de oferecer intervenções de qualidade e apoio contínuo às famílias”, afirma a CEO da Bem Criar, Joice Melo.
Outro fator apontado é a maior atenção dada aos sinais precoces. Alterações na comunicação, dificuldades de interação social, comportamentos repetitivos e questões sensoriais são hoje mais facilmente reconhecidos por famílias, professores e profissionais de saúde, favorecendo encaminhamentos para avaliação ainda nos primeiros anos de vida.
RN tem terceira menor população autista entre estados vizinhos
Com 37.625 pessoas diagnosticadas com TEA, o Rio Grande do Norte fica atrás do Ceará (126,6 mil) e da Paraíba (46,5 mil) em números absolutos. Os dados reforçam que, embora o estado tenha uma população menor, compartilha com os vizinhos o desafio de ampliar a rede de diagnóstico e acompanhamento especializado.
Como foi a primeira vez que o IBGE investigou o autismo em uma operação censitária, os números passam a servir como referência para o planejamento de serviços de saúde, educação inclusiva e assistência social em todo o país.
