SUS INICIA SUBSTITUIÇÃO DA INSULINA NPH PELA GLARGINA; RIO GRANDE DO NORTE RECEBE PRIMEIROS LOTES
O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina para pacientes atendidos na atenção primária. A mudança contempla crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Até esta terça-feira (21), o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para os estados brasileiros. O Rio Grande do Norte recebeu 7.243 tubetes do medicamento e 1.979 canetas reutilizáveis que serão utilizadas na aplicação da insulina.
A insulina glargina tem ação prolongada e, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação diária. O novo esquema terapêutico busca oferecer maior estabilidade no controle da glicemia, reduzir episódios de hipoglicemia e facilitar a adesão ao tratamento.
A substituição será feita somente após avaliação clínica e prescrição médica. O medicamento estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde os pacientes também receberão acompanhamento de equipes multiprofissionais.
Para solicitar a troca da insulina, o paciente deve procurar a UBS de referência com receita médica emitida e assinada. No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a avaliação para a mudança do tratamento.
Além da medicação, o SUS fornecerá uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, e as agulhas necessárias para o uso correto. Os pacientes ainda receberão orientações sobre a técnica de aplicação e o armazenamento adequado da insulina.
Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição dos insumos aos estados deve ser concluída até o fim do mês. A produção nacional da insulina glargina faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), criada para ampliar a oferta do medicamento e garantir maior segurança no abastecimento da rede pública.
