BRAVA FECHA 2025 COM ALTA DE 46% NA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO


A Brava Energia encerrou 2025 com produção média de 81,3 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) no país, segundo levantamento da companhia independente de óleo e gás. O número representa um aumento de 46% em relação ao ano anterior, com destaque para os campos de Papa-Terra (na Bacia de Campos) e Atlanta (na Bacia de Santos), que registraram os melhores resultados anuais históricos de produção e eficiência operacional. A empresa também possui atuação no Rio Grande do Norte, concentrando, ao longo do ano passado, a maior parte da produção de petróleo em terra, conforme boletim da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN) relativo ao terceiro trimestre de 2025. A pasta ainda não divulgou o boletim do último trimestre do ano passado.

A produção média da Brava nos últimos três meses do ano no País fechou em 76,8 mil boe/d. “O resultado desse período foi impactado por manutenções programadas em ativos do portfólio e não reflete a capacidade atual de produção da Companhia”, explicou a empresa. Em dezembro, a Brava registrou produção média de 74,6 mil boe/d no Brasil, alta de 6,0% em relação ao mês anterior.

“O resultado do mês é justificado pelo retorno de Atlanta e Papa-Terra para patamares normalizados de produção, após manutenção programada e intervenções durante novembro, parcialmente compensado pela parada programada em Parque das Conchas, pela interdição temporária de instalações em Potiguar e a redução na demanda de gás em Manati”, informou a Brava.

Richard Kovacs, eleito diretor-presidente da Companhia na última segunda-feira (12), comentou sobre o desempenho da empresa no ano passado. “Em 2025 atingimos recordes de produção e eficiência operacional, com forte crescimento de produção e estabilidade operacional nos principais ativos da Brava. Meu objetivo é garantir que a Companhia esteja focada em resultados, na gestão eficiente do nosso portfólio e na redução do custo de produção”, disse.

“As mudanças na liderança demonstram a confiança dos acionistas na tese de investimento da Brava e a nossa convicção em destravar valor para os stakeholders no curto, médio e longo prazo”, acrescentou Kovacs. A empresa está em processo de transição para o novo diretor após renúncia de Décio Oddone.

Produtores independentes no RN

Para se ter uma ideia do impacto da atuação da Brava em poços do RN, a Companhia respondeu, junto com a Potiguar E&P S.A., por 98,4% da produção de petróleo em terra no Estado no primeiro trimestre de 2025. No trimestre seguinte, a empresa respondeu, sozinha, por 66,8% da produção, acompanhada pela PetroReconcavo, responsável por 20,9%. As duas empresas mantiveram relevância no terceiro trimestre – a Brava respondeu por 68% da produção, e a PetroReconcavo, por cerca de 30%.

Emília Casanova, coordenadora de Desenvolvimento Energético da Sedec-RN, avalia que a atuação dos produtores independentes no RN na produção de petróleo e gás tem se mostrado relevante e com evolução favorável nos últimos anos.

“A Brava Energia se destaca como um dos principais nomes da produção em terra, com operações consolidadas e crescimento constante de participação nos volumes extraídos, contribuindo para manter a atividade produtiva do estado em patamares mais elevados nos últimos ciclos de produção”, pontua.

“Além disso, a PetroReconcavo vem ganhando espaço de forma mais explícita, especialmente com a aquisição de 50% da infraestrutura de midstream de gás natural da Brava no complexo de Guamaré, fechada em 2025. Essa transação fortalece a presença da PetroReconcavo no segmento de gás na Bacia Potiguar e sinaliza uma estratégia de ampliação da eficiência e da segurança no processamento e escoamento do gás”, complementou Emília Casanova.

Segundo a coordenadora, a produção de petróleo tem mostrado variações mais moderadas quando comparada ao gás, refletindo a natureza de campos mais maduros e operações estabilizadas ao longo do tempo.

Para ela, essa dinâmica reflete tanto a atuação de produtores independentes, que vêm gerenciando eficientemente ativos e adotando estratégias de otimização, quanto a capacidade do Estado de acompanhar e articular essas operações para garantir continuidade e estabilidade na produção.

“A atuação da PetroReconcavo no gás tem uma avaliação positiva também pelo fato de a empresa participar da cadeia de fornecimento que atende distribuidoras regionais, como a Potigás, contribuindo para a segurança energética local e para fortalecer as conexões entre produção e distribuição de gás natural no RN”, disse Emília.

Para Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), os números da Brava apontam para uma melhora significativa da produção no estado em relação a 2024.

“Avaliamos que, com base nos números divulgados sobre o desempenho da principal empresa de petróleo em operação no estado, há uma melhora significativa da produção em relação a 2024. Esse resultado reforça a percepção de que, com maior agilidade nos processos de licenciamento e autorizações, a tendência é de um crescimento ainda mais expressivo da atividade”, disse Serquiz.