ROGÉRIO MARINHO FOI ABANDONADO NA ESTRADA
Derrotado, Flávio Bolsonaro (PL) decidiu fugir do Brasil. Deixou seus eleitores viúvos e desmontou qualquer projeto político dos correligionários. O senador Rogério Marinho (PL), que já batia no peito como futuro presidente do Senado, vê seu sonho desmoronar. Não sabe sequer se será candidato agora.
Rogério foi deixado pelo caminho. De preferido, o senador precisa concorrer com Tereza Cristina (PP-MS) por um espaço para liderar uma candidatura de oposição a Davi Alcolumbre (União-AP) na eleição para a Presidência do Senado. Enquanto isso, o líder Flávio Bolsonaro buscou se livrar da Justiça, escrever uma carta golpista e deixar seu coordenador sem muitas alternativas.
Mesmo assim, Rogério espera contar com o que resta do clã, abraçado a trechos da tal carta golpista em que Flávio afirma: “Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política”. O senador potiguar se segura no que pode, apesar do desmonte total do bolsonarismo após a derrota no segundo turno.
Em frangalhos, o bolsonarismo é escanteado até pelos apoiadores da direita democrática. Por esta razão Tereza Cristina passa a ser uma opção mais palatável para este espectro. Parte do Centrão a considera com perfil mais adequado para fora do campo bolsonarista, diante do líder Jair Bolsonaro, preso, e do filho Flávio, foragido.
Por William Robson - Agora RN
