CRIANÇA DE 2 ANOS MORRE APÓS ATENDIMENTO EM UPA DE PARNAMIRIM; FAMÍLIA DENUNCIA NEGLIGÊNCIA
Uma criança de 2 anos morreu após receber atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. A família acusa a unidade de negligência e relata que o menino apresentou manchas pelo corpo e piora no quadro clínico após receber medicamentos. As circunstâncias da morte ainda precisam ser esclarecidas.
Segundo relato da mãe, a criança começou a apresentar febre por volta das 6h15. Ela administrou um medicamento para dor e febre em casa, mas, como o quadro persistiu ao longo da manhã, decidiu procurar atendimento médico. A chegada à unidade ocorreu por volta das 13h.
Família relata piora após medicação
A mãe afirma que, durante o atendimento, o filho recebeu medicamentos e, posteriormente, começou a apresentar pequenas manchas no corpo. De acordo com ela, as alterações se espalharam rapidamente e passaram a apresentar coloração arroxeada. Fotografias feitas pela família registrariam a evolução das marcas pelo rosto, costas e pernas.
Ainda segundo o relato, a família alertou a equipe sobre a evolução do quadro e afirma que aguardou por uma avaliação enquanto a condição da criança se agravava. A mãe também alega que não havia pediatra presencialmente na unidade e que informações e imagens sobre o estado do menino teriam sido encaminhadas por WhatsApp para avaliação de outro profissional.
Segundo ela, a criança também passou a apresentar dificuldade para respirar. O menino teria sido encaminhado para intubação após o agravamento do quadro, mas sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.
Família cobra esclarecimentos
Após a morte, familiares passaram a cobrar explicações sobre a assistência prestada e questionaram o tempo de resposta diante da piora apresentada pela criança.
A mãe sustenta que o filho chegou à UPA sem as manchas e que elas surgiram após a administração dos medicamentos.
Até o momento, porém, não há confirmação da causa da morte nem de eventual relação entre os medicamentos administrados e as manchas relatadas pela família. A apuração dessas circunstâncias dependerá de avaliação médica e dos procedimentos adotados para esclarecer o óbito.
Em nota, Parnamirim ignora que UPA estava sem pediatra para atendimento da criança que morreu
Em nota, a UPA Nova Esperança lamentou a morte e manifestou solidariedade aos familiares. A unidade afirmou que os atendimentos são realizados seguindo critérios técnicos e éticos e declarou que o paciente apresentou um quadro clínico de extrema gravidade e rápida evolução.
Segundo a UPA, a equipe assistencial realizou esforços para atender a criança, mas não conseguiu evitar a morte.
A unidade informou ainda que, diante das circunstâncias e das hipóteses clínicas consideradas durante o atendimento, foi solicitado o Serviço de Verificação de Óbito (SVO). O procedimento deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias e a causa da morte.
A UPA também afirmou que permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários e destacou a necessidade de preservar a integridade e a segurança dos profissionais que atuam no atendimento de emergência.
Veja a nota na íntegra
A UPA Nova Esperança lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com os familiares neste momento de dor e perda. A unidade reconhece a difícil situação enfrentada pela família e reforça seu respeito e acolhimento aos envolvidos.
A UPA reforça que todos os atendimentos são realizados com compromisso, responsabilidade e respeito à vida, seguindo critérios técnicos e éticos. Também destaca a importância de preservar a integridade e a segurança dos profissionais que atuam na assistência, especialmente em um ambiente de emergência.
O paciente apresentou um quadro clínico de extrema gravidade e evolução rápida. Mesmo diante dos esforços da equipe assistencial, o desfecho desfavorável não pôde ser evitado.
Diante das circunstâncias e das hipóteses clínicas levantadas durante o atendimento, foi solicitado o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que deverá contribuir para esclarecer o caso.
A unidade reitera sua solidariedade à família e permanece à disposição para os esclarecimentos necessários.
