JEAN PAUL: “NINGUÉM AGUENTA MAIS ESSE GOVERNO DA MISÉRIA”


O senador Jean Paul Prates (PT) criticou, nesta quarta-feira 19, a política econômica do presidente Jair Bolsonaro (PL). O petista considerou como recorde nefasto a inflação dos alimentos, considerada a maior até setembro desde o início do Plano Real, em 1994. O grupo alimentação e bebidas acumula inflação de 9,54% no ano, de janeiro a setembro. É a maior alta para os nove primeiros meses do ano em quase três décadas, segundo consultas que os jornalistas da Folha de S.Paulo fizeram aos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação do país, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Recorde nefasto: a inflação dos alimentos é a maior desde 1994, segundo dados do IPCA. Cadê a “economia decolando” e a comida mais barata que a maquiagem eleitoral de Bolsoguedes prometiam?”, escreveu em sua conta no Twitter o líder das Minorias no Senado Federal.

Jean Paul Prates ainda comentou que a reportagem da Folha de S. Paulo destaca que a disparada dos preços afeta principalmente os mais pobres, porque a compra de alimentos consome uma fatia maior do orçamento dessas famílias, na comparação com faixas de renda mais elevadas.

“Desde o Plano Real, há 28 anos, o povo não sofria com preços tão altos para colocar comida na mesa. A conversa fiada de Bolsonaro e a maquiagem eleitoreira não resistiram nem até o final da eleição. Inflação disparando, salários defasados (ou inexistentes, devido ao desemprego), 33 milhões de pessoas passando fome. Ninguém aguenta mais. Faltam 11 dias para acabar com esse governo da morte e da miséria. #TáTudoCaro”, frisou o senador petista.

Jean Paul Prates evidenciou ainda a postagem da Central Única dos Trabalhadores (CUT), apontando que os brasileiros não pagavam preços tão altos para colocar comida na mesa. Muitos reduziram a quantidade de produtos e outros pararam de comprar até itens básicos como feijão e arroz, o que contribui para o aumento da insegurança alimentar no país.

A terceira deflação registrada este ano foi causada principalmente pela queda nos preços dos combustíveis, uma decisão eleitoreira do presidente Bolsonaro e só atingiu a gasolina, produto que depois da eleição deve voltar a subir toda semana.