PARLAMENTARES DO RN COMEMORAM FIM DAS COLIGAÇÕES PROPORCIONAIS NA ELEIÇÃO


Rejeitadas pela maioria do Senado Federal, que votou contra seu retorno nas eleições proporcionais, as coligações partidárias são mal vistas por parlamentares potiguares, que celebraram a manutenção da extinção da prática, banida pela emenda constitucional 97/2017. Para eles, é preciso evoluir as questões eleitorais e os partidos políticos precisam se preparar internamente para conquistar vagas sem o uso do artifício.

O senador Jean Paul Prates (PT) afirmou que, por ter ocorrido apenas um único processo eleitoral sem coligações, nas eleições municipais de 2020, é muito cedo para se avaliar a necessidade ou não do retorno do expediente. Para ele, é preciso que se teste outras edições de eleições no país para que se possa ter um diagnóstico preciso da eficácia da medida adotada.

“Eu acho que nós não testamos suficientemente o processo eleitoral sem as coligações. Testamos uma vez e foi bem sucedido. Fui candidato a prefeito de Natal e foi uma eleição super tranquila, inclusive o ponto de prestação de contas e arranjos de alianças sem as coligações. Em prol daquele processo que a gente busca de consolidar partidos e siglas, eu acho que o Senado entendeu que as coligações podem ficar mais um tempo sem aparecer”, afirmou.

George Soares Foto João Gilberto ALRN
George Soares: “No futuro, será necessária outra reforma para poder se adequar”. Foto: João Gilberto / ALRN

Para o senador Styvenson Valentim (Podemos), a rejeição das coligações é algo a ser comemorado, pois representa o respeito à vontade e ao direito de escolha do eleitor. “Rejeitamos a volta das coligações nas eleições proporcionais por acreditarmos que elas distorcem a vontade do eleitor, ao eleger candidatos com orientações políticas diferentes daqueles escolhidos e que pode, inclusive, aumentar a fragmentação partidária”, falou.

O deputado estadual George Soares (PL) também falou em evolução quando questionado sobre o assunto. “O Congresso tem tentado evoluir as questões eleitorais mas, de certa forma, existe uma dificuldade para ter um sistema eleitoral que represente a democracia e a maioria, devido ao fato do nosso país possuir grandes dimensões. Creio que, no futuro, será necessária outra reforma para poder se adequar às necessidades regionais e partidárias, principalmente do interesse do povo”, afirmou.

Para a deputada estadual Cristiane Dantas (Solidariedade), os partidos menores devem se preparar bem para conseguir crescer nas eleições. “O fim das coligações vai afetar os partidos, especialmente os menores e os que não estavam se preparando para essa mudança, pois não vão mais poder contar com as alianças partidárias para atingir o quociente eleitoral. Meu partido já vem se preparando há um bom tempo para essa mudança, então já temos uma organização interna partidária para enfrentar as próximas eleições com uma expectativa de crescimento”, afirmou.