RN DEVE PERDER 142 CUBANOS DO MAIS MÉDICOS. ENTIDADES PROTESTAM
O Rio Grande do Norte vai perder 142 profissionais cubanos
que atuam no Programa Mais Médicos do Governo Federal no estado. O governo de
Cuba anunciou a retirada dos médicos do programa no Brasil, após declarações do
presidente eleito Jair Bolsonaro. No RN existem 282 profissionais no total,
incluindo brasileiros e cubanos, no Mais Médicos. Com a saída dos cubanos, as
entidades dos municípios começam a se preocupar com a situação na saúde. A
maior parte dos profissionais cubanos que trabalham no estado se concentra na
Região Seridó, que conta com 37 médicos daquele país.
O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do
Norte, José Leonardo Casimiro de Araújo, se pronunciou em nota que considera a
situação preocupante e alarmante com a saída dos cubanos do programa. O Conselho
de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (Cosems-RN) também
divulgou publicação sugerindo a revisão do posicionamento do presidente
recém-eleito sobre a manutenção das condições atuais de contratação dos médicos
cubanos. De acordo com o Cosems-RN, o programa tinha o popósito de garantir a
atenção médica à maior quantidade da população brasileira.
O conselho relatou que o Rio Grande do Norte antes da
implantação do PMM, contava com apenas 1,23 médicos para um mil habitantes, e
assim atendia aos critérios de alocação de profissionais pelo programa.
“Atualmente, os gestores e população assistida, em sua imensa maioria,
expressam alto grau de satisfação com os serviços ofertados pelos profissionais
do programa”, ressaltou a nota.
Por fim, a publicação do Cosems-RN coloca: “Em consonância
com as diversas entidades representativas da saúde pública brasileira, que
defendem a garantia do acesso aos serviços de saúde, nós que fazemos o Conselho
de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (Cosems-RN),
sugerimos a revisão do posicionamento do presidente eleito na manutenção das
condições atuais de contratação, repactuadas em 2016 e reafirmadas pelo Supremo
Tribunal Federal (STF), em 2017. Manifestamo-nos veementemente contra abrir mão
da constitucionalidade do direito universal já garantido pelo PMM à população
brasileira”.
