CIDADANIA APROVA FEDERAÇÃO COM PSDB; TUCANOS AINDA PRECISAM DECIDIR PARA FORMALIZAR
Apesar da decisão, que permite que as duas legendas funcionem como uma só, o Cidadania informou que a pré-candidatura do senador Alessandro Vieira (SE) à presidência da República está mantida. O PSDB, por outro lado, aprovou em prévias o nome do governador de São Paulo, João Doria, para a disputa do Planalto.
Em nota, o diretório nacional do Cidadania informou que, a partir de agora, irá negociar os termos da federação com o PSDB - o que inclui a definição do nome do candidato à presidência que receberá o apoio conjunto.
Federação
O Cidadania fez uma votação em dois turnos para decidir sobre a união com o PSDB. Além dos tucanos, o PDT e o Podemos também negociavam com o partido.
A lei sobre as federações permite a união entre dois ou mais partidos, mas o Cidadania decidiu que ela será feita apenas com o PSDB.
Eleições deste ano vão abrir espaço para as federações partidárias
Na terça-feira (15), o Cidadania já havia aprovado, por 66 votos a 44, a possibilidade de o partido compor uma federação partidária. Neste sábado foi escolhida a sigla parceira.
No 1º turno, o PSDB recebeu 54 votos; o PDT, 37; e o Podemos, 14. Foram registradas ainda 5 abstenções.
Já no 2º turno, o PSDB alcançou maioria com 56 votos. O PDT recebeu 47 votos e houve 7 abstenções.
O que se sabe e o que é incerto
Para isso, os partidos precisarão negociar os termos da união. As discussões com os tucanos ficarão sob responsabilidade da Comissão de Entendimento Político do Cidadania.
As legendas têm até o dia 31 de maio para formalizar a federação.
Se isso acontecer, Cidadania e PSDB passarão a atuar como um único partido e precisarão definir seus candidatos. Por exemplo, para a Presidência da República, apenas um nome poderá representar a federação.
O PSDB já tinha aprovado o nome do João Doria como pré-candidato do partido. O Cidadania também tem a pré-candidatura de Alessandro Vieira. Se a federação for adiante, terão que escolher apenas um nome para representá-la.
Regras
A lei que autoriza a criação de federações partidárias foi aprovada pelo Congresso, vetada pelo presidente Jair Bolsonaro, e restaurada pelos parlamentares em 2021. As federações partidárias serão aplicadas pela primeira vez nas eleições deste ano.